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| Quando a sucessão vira um "suce$$ão" |
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PNEWS 73 SET 2011 |
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Lúcia Tulchinski |
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| O diretor da Renobras, Luis Felipe Z. Justo, aposta na união e respeito familiar. |
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| Continuidade na Renobras |
| Fundada em 1961, a Renobras Renovadora Brasileira de Pneus Ltda, localizada no município de Barueri, na grande São Paulo, que atua na recapagem e conserto de pneus nos segmentos de transporte de cargas e passageiros, também descobriu a estratégia certa para driblar os percalços e manter-se como uma empresa familiar.
Comandada pela terceira geração da família, possui uma capacidade produtiva de 2.000 pneus/mês, oferecendo serviços como controle e gerenciamento de pneus, assistência técnica à frota com exames e inspeções periódicas, consultoria, treinamento para borracheiros, motoristas, controladores de pneus e encarregados, reforma e conserto de pneus de carga, geometria veicular e venda de pneus novos. Desde 1991 é uma concessionária Bandag. “Nosso objetivo é vender recapagem e fazer uma parceria com nossos clientes, com o propósito de redução de custo do item pneus nas empresas”, explica o diretor Luis Felipe Z. Justo. O segundo ciclo de sucessão ocorrido na empresa, em 2008, foi fruto de uma necessidade mercadológica.
“Não vínhamos tendo resultados satisfatórios em vendas e o gestor da área não pertencia à família. Houve uma necessidade de renovação e, naturalmente, eu era a pessoa mais indicada para assumir essa área que, na minha opinião, é o coração da empresa”, explica Luis Felipe Z. Justo. A estratégia adotada, explica ele, foi estudar a fundo os números da empresa, em busca de eventuais gaps. O acerto na escolha pode ser confirmado pelos resultados de uma atuação comercial mais competitiva, com números expressivos como faturamento dobrado e crescimento anual acima do PIB.
Uma receita para compartilhar? “Não sou de dar conselhos, mas no caso de empresas familiares como a nossa, a receita é não deixar que as circunstâncias do negócio, que no nosso ramo são bem desgastantes, acabem corroendo nossos laços fraternos. Nós temos que trabalhar e, muito, por nós e por todos que dependem de nós, pois são nossa família, que é o que mais de valor temos no mundo”, aponta Justo.
Outro fator essencial, destaca ele, foi a união e o respeito entre todos os integrantes da família. “Claro que não concordamos em tudo e, às vezes, temos de aceitar que as coisas não vão ser exatamente como queremos, mas se como família tivéssemos problemas, seria muito difícil prosperar. Já tivemos experiências ruins no passado e talvez tenhamos justamente aprendido essa lição com elas”, complementa.
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| Como empresas familiares do segmento de reforma de pneus têm sido bem sucedidas na condução do processo sucessório
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Como acontece com empresas de todos os ramos, o momento da sucessão em empresas familiares é decisivo para a continuidade dos negócios. Embora nem sempre as novas gerações tenham interesse em dar continuidade à tradição estabelecida, há admiráveis casos de sucesso. |
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| Família unida: ao centro, Tomaz, o pai, ladeado pelos filhos Thiago e Thalita. |
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| A frota de caminhões da espigares em frente à antiga sede da empresa. Thomaz Espigares (filho), o atual sócio, à esquerda, em cima do caminhão. |
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| Família unida na Espigares |
| No segmento de reforma de pneus, onde é comum o surgimento de empresas familiares, há bons exemplos de sucessões bem resolvidas. É o caso da Recuperadora de Pneus Espigares, localizada em Sorocaba (SP), comandada atualmente pela terceira geração da família.
Há 63 anos no mercado, a empresa, foi fundada por volta do ano de 1948, sendo batizada então como Vulcanização Santo Antonio. Um dos sócios, Thomaz Espigares Garçon, ficou na sociedade por aproximadamente 25 anos, quando a empresa foi vendida. Após cinco anos longe do ramo, Thomaz decidiu montar a Espigares, em sociedade com seus dois filhos, Tomaz e Margarete. Em 1990, com a aposentadoria de Thomaz pai, que logo viria a falecer, a direção da empresa ficou a cargo dos dois filhos, que se mantiveram na administração por 27 anos. No final de 2006, a sócia Margarete deixou o negócio. Desde então, a Espigares está sob o comando de Tomaz e seus dois filhos, Thiago e Thalita, que assumiram o cargo com 20 e 16 anos, respectivamente.
De acordo com Thiago Espigares, o maior acerto no processo sucessório foi a união entre os três sócios – pai e filhos – com um único objetivo: trabalhar focado para conseguir ganhar mercado, expandir a empresa, investindo em tecnologia e qualidade. “Pudemos perceber o quanto éramos capazes de crescer em harmonia e união, juntando a experiência no ramo de recapagem de meu pai e a nossa força de jovens com vontade de crescer, expandindo o mercado Regional e continuando com a qualidade de sempre. Pudemos contar com a colaboração de nossos antigos funcionários, os quais estão conosco há muito tempo, ajudando neste sucesso”, ressalta Thiago.
Os resultados não demoraram a aparecer: cem por cento no aumento de produção em cinco anos, com crescimento anual estimado em 20% de mercado, investimento maciço na empresa, reforma e aquisição de novos equipamentos. Além disso, em 2010 a empresa, que contava com um terreno de 3 mil metros quadrados na Rodovia Raposo Tavares, adquiriu uma área vizinha com 7.500 metros quadrados, totalizando 10.500 metros quadrados, possibilitando um melhor atendimento dos clientes.
As metas para o futuro concentram-se em investimentos na nova planta, com novas instalações para 2012, aquisição de máquina de xerografia e implantação dos procedimentos do INMETRO.
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