| A publicação em um jornal paulista de notícia referente à reforma de pneus fez com que a ABR se mobilizasse para alertar o leitor sobre dados importantes do segmento que nem sempre chegam ao público de forma correta.
A matéria jornalística, publicada no Jornal da Tarde, na seção Seu Bolso, no dia 11 de setembro, com o título “Pneu reformado só com o selo do Inmetro”, gerou manifestação de protesto da diretoria da ABR que acionou o departamento jurídico da Associação, que pleiteou o direito de resposta para que fossem elucidados pontos relevantes do texto.
A reportagem, ao referir-se ao papel do Inmetro no envolvimento com o segmento de reforma de pneus e ao afirmar que o “país está indo na contramão dos países desenvolvidos” ao tratar de pneus reformados, fez com que a ABR respondesse à notícia de forma enfática, reproduzindo inclusive parte da lei italiana de 2002 que aborda o assunto.
Sobre a questão do Inmetro, a carta-resposta, depois de publicada pelo jornal, “esclarece que o Inmetro já diagnosticou que os pneus reformados possuem a mesma garantia de segurança que os pneus novos e que na Europa existem leis que incentivam o comércio e uso de pneus reformados, tendo em vista os benefícios que oferecem ao consumidor, ao meio ambiente e à saúde pública”.
Mais adiante, a carta registra que o “Brasil, ao permitir o comércio de pneus reformados, não está indo na contramão dos países desenvolvidos”. A ABR afirma que a posição da Associação é exatamente contrária do que dito na reportagem e segue o exemplo dos países desenvolvidos como a Itália, “que obriga que 20% de sua frota pública utilize pneus reformados, objetivando exatamente a segurança e os benefícios, como a economia de petróleo, recurso natural não renovável”.
Ao apresentar a tradução da lei italiana, de 2002, que envolve os pneus reformados, a ABR foi mais minuciosa ao abordar o tema. Diz a lei: “Pelo valor ecológico da atividade de reconstrução de pneus, que somente m 2000 evitou que fossem emitidos no meio ambiente 57 mil e 880 toneladas de pneus usados e uma economia de 200 milhões de litros de petróleo”.
Na sequência, a lei é taxativa: “A norma recentemente adotada é perfeitamente coerente com as medidas análogas previstas em numerosos países desenvolvidos para fortalecer de pneumáticos reconstruídos em virtude de seus merecimentos ecológicos”.
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