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ARQUIVO 29
EDIÇÃO 57 - MAI 2007 - Francisco Reis
Buscando um caminho
Os encontros regionais, iniciados no ano passado, estão superando as expectativas. Além de serem muito prestigiados, têm se mostrado o caminho ideal para fortalecer os reformadores.
Em um mercado altamente competitivo é muito fácil perder os parâmetros de preços finais de vendas de produtos e serviços. Se não houver uma planilha de custo muito bem elaborada, fica difícil determinar um valor de venda com uma margem de lucro, e uma rentabilidade ideal para o empresário.

E nada melhor do que uma planilha única para que cada reformador coloque seus dados, ainda que diferentes uns dos outros, mas que acompanhe o mesmo critério. Para isso, a diretoria da ABR, juntamente com a Câmara dos Fabricantes de Matérias-primas, após uma análise criteriosa dos dados, aprovaram uma planilha de cálculo com todos os dados que influenciam no custo da reforma de pneus e que é apresentada detalhadamente com precisão e discussão sob cada item.

“Não estamos tabelando nada, nem queremos que os preços sejam iguais”, alerta Lupércio Friolani, diretor Executivo da ABR, durante as apresentações. “Queremos apenas que todos os reformadores utilizem um padrão para cálculo de preço, obtendo lucro pela eficiência e administração de seus custos”.

 

Os resultados
“O objetivo dos encontros é fazer com que as empresas se tornem rentáveis, evitando as ações predatórias, praticando preços de acordo com a estrutura de cada um”, explica o assessor Técnico da ABR, Carlos Thomaz. “Não adianta tentar fazer o preço baseado no que a concorrência faz, pois não se sabe qual a estrutura que a concorrência tem”.

O balanço dos oito seminários é muito positivo. Prova disso são as cartas que os diretores regionais enviaram, manifestando a vontade de não parar apenas nesse encontro, querem se reciclar para manter na mente, a necessidade de praticar preços obtendo lucro. A ABR está firme na posição de não parar os encontros. Está indo para o Norte e Nordeste, Triângulo Mineiro e depois, quando terminar o ciclo, irá voltar, porque os dados se renovam e necessitam revisões constantes.

O primeiro encontro realizado em São Paulo, em outubro do ano passado, teve muito boa aceitação. “Achei boa a idéia de se administrar a empresa olhando números”, afirma Marco Roberto Martins da Conceição, da Renovar Pneus, de São Paulo. “Achei muito boa a análise do balanço da empresa, porque através dele é possível ver uma fotografia que pode determinar os rumos da empresa. O histórico da empresa está nele. Também gostei da idéia de se utilizar uma planilha como parâmetro que deverá nivelar os valores em todo o País”.

Depois da primeira apresentação, em outubro, em São Paulo, dirigida aos reformadores da Grande São Paulo, Litoral e Vale do Paraíba, foi a vez do pessoal de Campinas, onde foram chamados todos os reformadores das demais cidades do estado de São Paulo. O sucesso foi tão grande quanto na primeira apresentação na capital de São Paulo.

Em novembro, aproveitando a Convenção Anual da Tipler, a ABR aceitou o convite e expôs a planilha durante o evento. “Apreciei a didática, ficando alguns poucos pontos para discussão”, afirmou Alfredo Conceição, presidente da Associação Brasileira dos Concessionários Tipler – ABCT. “Espero que o trabalho tenha continuidade, promovendo as melhorias inerentes aos processos e, contribuindo muito para a conscientização do setor”.

Segundo Alfredo Conceição, a apresentação sobre custos da reforma de pneus, bem como, formação de preços de recapagem foi muito bem aceita, e, particularmente, vem ao encontro da linha de raciocínio que utiliza para formar custos no programa de gestão que desenvolve para a rede. Ele deixou um recado muito importante numa demonstração clara de senso de união. “Associar-se à ABR não é uma questão financeira, mas sim é a presença dos companheiros colaborando com idéias novas”, afirmou o presidente da ABCT.

No segundo dia de fevereiro de 2007, para não perder o embalo, foi realizado mais um encontro. Desta vez em Minas Gerais, na cidade de Belo Horizonte, com a colaboração e o apoio de Paulo Cezar P. Bitarães, presidente da Associação Mineira dos Reformadores de Pneus – Amirp.

“Para o mercado mineiro, teve enorme fundamento esse encontro, porque obteve a real posição de alguns reformadores que estão perdendo dinheiro em suas atividades”, esclareceu Fernando Vieira Serafim, executivo da Amirp.

Segundo ele, procurou-se um entendimento junto com os membros da associação, uma fórmula de ajuda para um equilíbrio entre os reformadores mineiros, e assim diminuir o gargalo nas empresas.

“A Amirp está fazendo visitas periódicas aos reformadores que ainda não são associados, mostrando os benefícios do associativismo”, explicou Walter Fabri, consultor Técnico da Amirp.

 

No sul do País
Descendo um pouco mais no mapa do Brasil, dia 15 de março, quem teve a oportunidade de conhecer a nova planilha de custo desenvolvida pela ABR foram os reformadores do Rio Grande do Sul, na cidade de Porto Alegre. “Pela repercussão gerada após o evento, chegamos à conclusão de que, embora os reformadores participantes tenham consciência de que precisam reajustar os valores cobrados pelos nossos serviços de uma maneira geral, ainda existem empresários que não estão convencidos de que se este continuar sendo praticado no mercado, trará para o futuro não muito distante, conseqüências trágicas para as nossas empresas”, afirma Vanderlei Alberto Poletto, presidente da Associação Gaúcha dos Recauchutadores (AGR).

Poletto sabe que o setor tem a consciência e orienta seus associados, para que todos os que tiverem respeito pelo negócio e pelo mercado participem desse projeto que vem sendo difundido pela ABR em todo o Brasil.

No dia 20 de março, o encontro foi com os reformadores de Santa Catarina. A cidade de Lages recebeu os reformadores, que assistiram entusiasmados as explicações de como obter uma planilha que represente o custo mais próximo da realidade e permita formular preços com justas margens de lucro.

Roberto de Oliveira, diretor-Secretário da ABR, que esteve presente também nos encontros de Santa Catarina e Curitiba, afirmou que a apresentação “foi clara, dinâmica e principalmente objetiva, recebendo muitos elogios dos reformadores”.

Voltando em direção a São Paulo, a equipe da ABR parou em Curitiba, no dia 22 de março, onde fez mais uma exposição daquilo que pode ser a grande arma para o crescimento rentável dos reformadores. Para João Arthur Mohr, tanto a apresentação quanto as realizações da ABR informando os dados do setor e a explicação de toda a formulação de preços das reformas e indicadores financeiros das empresas, atraíram muito a atenção de todos provocando diversos debates e conscientização geral.

“Creio que o objetivo principal foi atingido, com a conscientização de todos, e espero que a apresentação traga uma maior profissionalização ao setor e uma maior participação das reformadoras de pneus junto à ABR”, afirmou João Mohr. Ele diz que os reformadores só conseguirão ter um setor forte se tiver uma associação forte que defenda os interesses da classe e que conscientize os empresários do setor.

Segundo Antonio Cláudio Vieira, presidente da Associação dos Reformadores de Pneus do Paraná – Arparaná, a apresentação foi providencial para que todos possam saber o que está sendo feito pela Associação, e a importância da participação de todos junto à ABR.

Vieira destacou a palestra sobre custos e como formar preços dos produtos e serviços como muito útil e com muitas informações. “Com certeza esclareceu muito todos os presentes sobre o risco de não levar a sério esta importante área da empresa que nós normalmente relegamos por último”, disse o presidente da Arparaná. “Tenho certeza que todos os presentes gostaram e aprovaram as palestras e não tenho dúvida de que o que falamos e mostramos neste evento vai ser colocado em prática pelos presentes. Que estas ações da ABR multipliquem-se pelo País todo”.

A ABR está investindo nesses encontros para que eles sejam uma forma de melhorar cada empresa reformadora. Do primeiro ao último encontro, as planilhas de custo foram se ajustando às condições isoladas de transmitir para os outros membros, as observações feitas pela platéia.

Em 28 de março foi realizado o Encontro Regional, em Vitória, ES. Marcondes Caldeira, diretor Administrativo da Sindibores – Sindicato da Indústria de Borracha e Recauchutagem do Espírito Santo, agradeceu o empenho e a dedicação da ABR por ter atendido à solicitação da entidade para promover o Encontro Regional do Setor de Reforma de Pneus.

“Durante o evento, foi debatido exaustivamente temas importante tais como custo da reforma dos pneus e uma análise do mercado de pneus como também as atividades desenvolvidas pela ABR no último ano”, destaca Caldeira.

 

Sabendo um pouco mais sobre alguns conceitos econômicos

Custos do produto
Os custos referem-se aos gastos efetuados com materiais e insumos (na produção do bem, no caso da indústria), aquisição do produto (no caso do comércio) ou realização dos serviços.

Despesas variáveis
São aquelas que variam proporcional-mente ao volume produzido ou ao volume vendido, ou seja, só haverá despesa se houver venda ou unidades produzidas. Exemplo: comissões sobre vendas, impostos.

Despesas fixas
São aquelas cujo total não varia proporcionalmente ao volume
produzido (na indústria), ou ao volume de vendas (comércio e serviço), ou seja, existem despesas a serem pagas independente da quantidade produzida ou do valor de vendas. Exemplo: aluguel, honorários de contador, seguro da empresa, salário dos funcionários, entre outros.

Estrutura de resultados
Trata-se de uma ferramenta utilizada para realizar uma análise econômica da empresa e apurar o lucro operacional por determinado período. A Estrutura de Resultados é composta pelas vendas totais, custos, despesas variáveis, despesas fixas, permitindo determinar a margem de contribuição, ponto de equilíbrio e lucro operacional.

Margem de contribuição
É a diferença entre a Receita Total (Vendas) da empresa menos os seus Custos e Despesas Variáveis.
Podemos entender ainda, que a margem de contribuição é a parcela da receita total que ultrapassa os custos e despesas variáveis e que contribuirá para cobrir as despesas fixas e, ainda, formar o lucro.

Ponto de equilíbrio
É o valor das vendas que permite a cobertura dos gastos totais (custos, despesas fixas e despesas variáveis). Neste ponto, os gastos são iguais à receita total da empresa, ou seja, a empresa não apresenta lucro nem prejuízo.

Fonte: SEBRAE

 

Perfil dos expositores
Lupércio L. Friolani, de 53 anos, bacharel em Ciências Contábeis, ex-executivo da multinacional Bridgestone Firestone, possui no seu currículo larga experiência nas áreas administrativa, financeira e comercial. Ingressou na multinacional na divisão de Controladoria, foi gerente de Contas a Pagar/Receber, gerente de Crédito e gerente de Tesouraria e trabalhou na área Comercial. Inicialmente, como gerente de Administração de Vendas e algum tempo depois foi convidado para ser gerente regional da Região Sul (responsável por negócios nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), morando em Curitiba (PR). Atualmente, ocupa o cargo de diretor Executivo da ABR.

 

Carlos Thomaz, formado na área de Química Industrial, especializou-se em Química de Elastômeros (borracha). Atua na área há mais de 40 anos. Boa parte da sua carreira profissional trabalhou na Bridgestone Firestone. Foram 41 anos nesta multinacional, ocupando inúmeros cargos e setores como Serviços Gerais na área do departamento Técnico, Laboratório Químico, Área de Recauchutagem, Engenharia de Vendas, entre outras. Atuou também como consultor técnico para várias empresas do segmento no Brasil e em outros países. Há três anos assumiu o cargo de assessor Técnico da ABR.

 

Todos encontros regionais
1º Encontro - Outubro 2006
Convidados: Reformadores Grande São Paulo, Litoral e Vale do Paraíba.

2º Encontro - Novembro 2006
Convidados: Reformadores do Interior
do Estado de São Paulo.

3º Encontro - Novembro 2006
Concessionários Tipler.

4º Encontro - Fevereiro 2007
Convidados: Reformadores de Minas Gerais.

5º Encontro - Março 2007
Convidados: Reformadores do Rio Grande do Sul.

6º Encontro - Março 2007
Convidados: Reformadores de Santa Catarina.

7º Encontro - Março 2007
Convidados: Reformadores de Curitiba.

8º Encontro - Março 2007
Convidados: Reformadores de Espírito Santo.

Próximos previstos
Triângulo mineiro, Norte e Nordeste.

 
 
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