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| EDIÇÃO 56 - FEV 2007 - Francisco Reis |
| Todos utilizando a mesma ferramenta |
| Mais do que encontrar velhos companheiros, o I Encontro Regional da ABR, realizado em São Paulo, serviu para municiar o segmento com uma nova ferramenta para calcular os custos dos serviços cobrados. |
| Em um hotel em São Paulo, a Associação Brasileira do Segmento de Reforma de Pneus, reuniu os associados da região para discutir um assunto de fundamental importância: se os critérios utilizados nos cálculos dos custos estão corretos.
Para isso, Lupércio Friolani, diretor Executivo da ABR, desenvolveu uma planilha de cálculo com todos os dados que influenciam no custo da reforma. “Não estamos tabelando nada, nem queremos que os preços sejam iguais”, alertou Friolani. “Queremos apenas que todos os reformadores utilizem o mesmo padrão para cálculo dos seus custos e obtenha seu lucro pela eficiência”.
Um dos erros comuns cometidos é analisar somente os resultados operacionais, sem considerar as demais despesas que afetam o resultado final da operação. Toda empresa tem custos fixos e custos variáveis e com a planilha desenvolvida pela ABR é possível ver cada um deles.
“Os critérios que adotamos estão bem próximos da realidade, pois consultamos os fornecedores de matéria-prima e, na média geral, ficou bem próximo dos custos que devem ser adotados por uma recapadora”, adianta Lupércio Friolani, informando que, a planilha e os valores podem ser adequados, a necessidade de cada um. “Além da matéria-prima temos que considerar as variáveis possíveis na elaboração dos custos”, disse o diretor Executivo da ABR.
Carlos Thomaz, assessor Técnico da ABR, apresentou a entidade como um todo, mostrando o que ela representa no Páis. A ABR, como asociação, tem a função principal de representar seus associados, auxiliar na pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, difundir informações sobre técnicas e pesquisas nacionais e feitas no exterior também. Thomaz explicou que a ABR promove várias reuniões com os setores envolvidos no segmento, como, por exemplo, o Inmetro, com o qual tem perfeita harmonia. O assessor Técnico mostrou a importância dos reformadores como empresários.
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| Difundindo nossas idéias |
| Durante o I Encontro Regional, o presidente da ABR, Hersílio Moura, anunciou a contratação de uma assessoria de imprensa que terá como objetivo, difundir na mídia, notícias, fatos relevantes e matérias técnicas referentes ao setor, como, por exemplo, a cassação da liminar que permitia importar pneus usados, o que é extremamente danoso ao setor. A legislação brasileira não permite importar nenhum tipo de produto. “Nosso setor não é favorável à importação de pneus importados como produto, mas sim, como matéria-prima. Nossas liminares autorizam a entrada de pneus como matéria-prima para reforma. É plenamente saudável que você importe matéria-prima para reforma. O governo diz que sobra pneus no Brasil, mas não tem dados que comprovem”, explica o presidente da ABR.
Outro assunto que foi lembrado no Encontro é a retirada da certificação dos reformadores pelo Inmetro. “Nós passamos quatro anos discutindo uma resolução e no final acabam falando que não poderemos ser certificados, apenas registrados. Mas porque?”, pergunta Hersílio Moura. “Por motivos políticos. Como vão combater os pneus reformados, se ele tiver um certificado do Inmetro igual ao do pneu original? Qualquer um que falar mal do pneu reformado estará falando mal do pneu novo, que passa pelo mesmo teste. Por isso criou-se a diferença, por isso querem nos oferecer apenas o registro. Passamos pelos mesmos testes que as fabricantes de pneus e, no entanto, recebemos apenas o registro”.
Temos que fortalecer nossa associação. Ao associar-se à ABR, não é apenas a questão financeira, é a presença dos companheiros, colaborando com idéias novas.
Se o setor de fabricantes de pneus parar o Brasil não pára. Mas se os reformadores pararem o Brasil pára. Temos que ter orgulho da nossa profissão, não podemos deixar que denigram nossa imagem. Por isso, qualquer matéria, artigo ou propaganda que for veiculada, temos que ficar sabendo para entrar com uma ação contra. Depois da terceira, quarta ação, eles pensarão duas vezes antes de nos provocar.
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| Os resultados |
| “O primeiro sempre tem um pouco de experimental”, afirmou Hersílio Moura, sobre o Encontro. “Começamos pelo estado mais competitivo onde tem uma diferença muito grande entre os reformadores, tanto de nível técnico como de preços”. Segundo ele, a partir desse serão feitas as alterações adequadas, embora não devem ser muitas porque a ABR foi à exaustão, inclusive com dados dos fornecedores de matéria-prima. “Não tem muito o que mudar, talvez uma questão conceitual”, diz o presidente da ABR. “Se nós aproveitarmos um pouco do que foi explicado será bem produtivo para o setor”.
Quem gostou do Encontro foi Marco Roberto Martins da Conceição, da Renovar Pneus, de São Paulo. “Achei bom para divulgar a idéia para administrar a empresa olhando números”, disse Marco Conceição. “Achei muito bom a análise do balanço da empresa, porque através dele é possível ver uma fotografia que pode determinar os rumos da empresa. O histórico da empresa está nele”. Marco Conceição também achou muito boa a idéia de utilizar um critério de custo como parâmetro que deverá nivelar os valores em todo o País.
Maria das Graças Rebouças da Silva, da Pneus Bahia, de São José dos Campos (SP), também gostou do Encontro. “Achei muito bom para tirar dúvidas. Foi curto mais eficiente”, disse Maria Silva, que acredita que os critérios de custo sugeridos, o segmento poderá ter um parâmetro para trabalhar todos com os mesmo índices.
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