| No dia 11 de agosto, a Associação dos Recicladores de Pneus e Produtos de Borrachas (Arebop) promoveu um seminário em São Paulo, para discutir quais as melhores soluções para os pneus inservíveis, aqueles que atualmente são jogados em qualquer lugar, poluindo o meio ambiente. A ABR esteve representada por Lupércio Friolani, diretor Executivo, e por Carlos Thomaz, assessor Técnico.
A data foi escolhida para aproveitar a presença no Brasil, de Anne Evans, diretora da Tire Industry Association (TIA) e saber o que tem sido feito nos outros países. A TIA possui mais de 5.200 sócios, em 135 países, representando todo o ciclo industrial do pneumático incluindo fabricantes, revendedores, reformadores e recicladores de pneus.Além disto conta com sócios também de indústrias que fornecem matérias-primas e equipamentos para os quatro setores citados. A TIA vem estudando o problema dos pneus pneus inservíveis há 25 anos na Europa e nos Estados Unidos.
No Brasil, a Arebop congrega 11 empresas recicladoras certificadas e tem como um dos seus objetivos, agregar empresas que tenham envolvimento com pneus que não servem mais para uso.
A preocupação com o tratamento do resíduo sólido é uma preocupação mundial. Germano Julio Badi, representante da Tire Industry Association (TIA) no Brasil, explica que a idéia inicial “é transformar os reformadores e revendedores de pneus em Eco pontos. A intenção é criar um sistema que tenha um fluxo contínuo de pneus. Em uma primeira etapa, ele passaria por uma análise para saber se pode ou não ser reformado. Caso não tenha condição, o pneu seria encaminhado à reciclagem”, diz Germano Badi.
As associações ligadas à produção, comercialização, reformas e reciclagem de pneus vem analisando todas as informações pertinentes ao assunto para elaborar um projeto-piloto de toda operação que envolve o pneu depois de seu uso. Esse é um processo que exige muito estudo já que cada mercado possui características totalmente diferentes.
O usuário também é responsável pela morte prematura do pneu na medida em que não cuida da manutenção do veículo deixando de fazer alinhamento, balanceamento e de controlar a pressão dos pneus. Agrega-se a isso o uso de desenho de bandas e emparelhamento inadequados.
É preciso estimular a reutilização, com o maior número de reformas possível, o que reduz o consumo de derivados de petróleo. A reciclagem é outro caminho na produção de solados, tapetes, materiais de construção, liga asfáltica e na própria produção de pneus. O problema para isso é encontrar uma escala econômica, a logística e incentivos como financiamentos e redução de impostos para as empresas que se dispuserem a fazer parte desse projeto.
Germano Badi acha que algumas medidas precisam ser tomadas para que o Brasil possa cuidar devidamente de seus pneus inservíveis. “Precisamos ter uma forma mais ativa na formulação de uma legislação”, afirma o representante da TIA. “Temos que mudar o foco e valorizar o pneu e não encará-lo unicamente como um resíduo. Precisamos fomentar o desenvolvimento de tecnologias, criar financiamentos para recicladores, incluir derivados da borracha nos pneus novos, entre outras coisas”.
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