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| EDIÇÃO 53 - ABR 2006 - Graziela Potenza |
| Apostando no potencial nacional |
| O mercado brasileiro oferece grande potencial para os fabricantes de matérias-primas como borracha e o negro-de-fumo. |
Os principais fabricantes de matérias-primas para as empresas reformadoras de pneus estão otimistas com esse segmento. O futuro do mercado de negro-de-fumo no Brasil está assegurado, por exemplo. O bom desempenho atual e as melhores perspectivas da indústria de pneus, principal consumidora desse pigmento preto obtido pela queima controlada de hidrocarbonetos, confirmam essa previsão.
A Columbian Chemicals Brasil Ltda. é um dos fabricantes que fornece às empresas de reforma de pneus negro-de-fumo. Segundo Marcus Vinícus Martins, coordenador de Marketing, as estimativas para este ano são otimistas, tanto para o segmento de reformas quanto para a produção em geral. Hoje, a capacidade instalada da empresa é da ordem de 200.000 toneladas por ano.
Por outro lado, Marcus Martins explica que o dólar em baixa afeta todo o mercado, pois reduz a competitividade interna em relação a produtos manufaturados fora do País. “No ano passado, o mercado de negro-de-fumo en-frentou o baixo crescimento da economia nacional”, lembra.
Outros fatores que animam mais este setor são os novos investimentos das produtoras de pneus já estabelecidas. Trata-se de condição hoje imposta pelo próprio mercado automotivo. A importância dos rumos do segmento de pneumáticos para os fornecedores de negro-de-fumo é fundamental. Em cada pneu, utilizam-se em média dez tipos de negro-de-fumo e, no seu custo de produção, o pigmento responde por 30% do valor.
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| Investindo no Brasil |
A Degussa é outra grande fornecedora para as empresas do segmento de reforma de pneus. Líder mundial em especialidades químicas, a Degussa é a terceira maior indústria química da Alemanha. A empresa é uma das líderes mundiais na produção de negro-de-fumo com 18 fábricas localizadas em importantes regiões industriais do mundo. A Degussa é a única que oferece os três principais agentes reforçantes (negro-de- fumo, sílicas e silanos) para a fabricação do ecologicamente correto “Green Tire” (Pneu Verde).
A Degussa AG, da Alemanha, anunciou que aumentará a capacidade de produção de sua fábrica de negro-de-fumo, em Paulínia, SP, para 100.000 toneladas por ano. O investimento foi aprovado pelo comitê executivo da empresa, proporcionando o início imediato do projeto. A intenção de expandir a fábrica brasileira foi primeiramente anunciada em setembro de 2004.
Há dois anos, a Degussa inaugurou esta fábrica de negro-de-fumo empregando alta tecnologia, o que garante grande eficiência e padrão mundial nos cuidados com o meio ambiente. O dinâmico crescimento do mercado brasileiro e a receptividade favorável dos consumidores permitiram à Degussa praticamente dobrar sua capacidade de produção. Ela já iniciou o processo de licenciamento da expansão junto aos órgãos competentes.
O negro-de-fumo é uma importante matéria-prima utilizada em vários tipos de produtos de borracha. Na fabricação de pneus, por exemplo, é o responsável pela alta resistência à abrasão, longevidade e aderência. O produto é fundamental também na produção de inúmeros outros artefatos de borracha, que vão desde ferramentas aeroespaciais até utensílios domésticos. Além disso, o negro-de- fumo é usado como pigmento em tintas de impressão, tintas de impressão “sem impacto” (inkjet), tintas em geral, plásticos e em outras aplicações especiais. Este investimento confirma novamente o comprometimento da Degussa em participar no desenvolvimento do crescente mercado brasileiro e latino-americano.
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| Forte em borrachas |
A Petroflex fornece às empresas de reforma de pneus as borrachas sintéticas, dentre elas: Borracha de Estireno e Butadieno em Emulsão (eSBR), Borracha de Estireno e Butadieno em Solução (sSBR) e Borracha de Polibutadieno (BR).
Segundo Cassiano Moraes, coordenador de Marketing da Petroflex, a produção de borracha natural brasileira vem crescendo gradativamente ano-a-ano, mas ainda está muito longe da auto-suficiência. Em 2005, conforme dados da International Rubber Study Group (IRSG), a produção de borracha natural brasileira foi de 100 toneladas, frente a um consumo de 303 toneladas.
Fundada em 1962, a Petroflex é a maior produtora de elastômeros da América Latina e uma das maiores do mundo. É líder no mercado nacional e exporta mais de 75 produtos para 70 países – sendo atualmente o segundo maior exportador de borrachas do mundo.
Conta com três plantas industriais (Rio de Janeiro, Pernambuco e Rio Grande do Sul) e com escritórios internacionais em locais estratégicos como Hong Kong (Ásia), Estados Unidos (América do Norte), Holanda (Europa) e São Paulo (Cone Sul). De acordo com Cassiano Moraes, a empresa tem investido constantemente no aumento de sua capacidade de produção e no processo de internacionalização, buscando assim a satisfação dos clientes e a confiança dos acionistas em todas as suas ações. Desde a privatização em 1992, a Suzano, a Braskem e a Unipar assumiram o controle acionário da empresa.
Hoje, a Petroflex conta com três plantas com capacidade nominal para 410.000 toneladas por ano de borrachas sintéticas. Em 2005, a empresa teve faturamento líquido de R$ 1,37 bilhão e faturamento bruto de R$ 1,67 bilhões.
Cassiano Moraes explica que 2006, por ser um ano eleitoral e de Copa do Mundo, pode reservar surpresas. “O ano iniciou com a demanda em retração, porém já se observa um reaquecimento do mercado, com a demanda em crescimento e os recentes aumentos de preços na borracha natural direcionam os clientes a migrarem ao máximo suas formulações para Borracha Sintética. A entrada de países como China e Índia, como mercados consumidores com produtores de baixíssimo custo, alterou a curva de demanda mundial agregando significativa demanda ao mercado, que as projeções de borracha natural não terão condições de atender”.
A Petroflex tem alguns projetos em andamento que visam aumentar sua produtividade e redução dos seus custos, além disso, está sempre procurando desenvolver alternativas para melhorar a produtividade dos seus clientes. “Como exemplo, podemos citar o desenvolvimento de uma borracha de SBR polimerizada a quente que está sendo usada com sucesso por alguns clientes do segmento de reforma de pneus em substituição à borracha natural na massa de ligação, colas para fixação das bandas e materiais para conserto de pneus em geral”.
Segundo Moraes, a utilização de HOT SBR na substituição da NR em aplicações, onde a adesão é a principal característica necessária ao produto, traz as seguintes vantagens: não necessita mastigação prévia (menor tempo de processo), fácil de processar (menor energia), estabilidade durante a calandragem, melhor incorporação de cargas (melhores propriedades do produto final), mantém pegajosidade durante a estocagem e maior segurança durante a estocagem da massa acelerada.
Uma das diretrizes mais importantes da política de preços da Petroflex é o alinhamento com os níveis de mercado. “Sendo assim, nossos clientes têm a certeza de que estamos sempre praticando preços competitivos, considerando os serviços técnicos e logísticos que colocamos à disposição deles”, finaliza o coordenador de Marketing da Petroflex.
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