 |
 |
|
 |

|
ARQUIVO |
 |
| EDIÇÃO 52 - FEV 2006 - Graziela Potenza |
| Coquetel reafirma união da ABR |
| A tradicional festa de confraternização do segmento de reforma de pneus aconteceu em dezembro último, no Hotel Quality Moema, em São Paulo, e mostrou a união da categoria. |
O evento de confraternização do setor de Reforma de Pneus reuniu personalidades tradicionais do segmento, deputados federais, presidentes de entidades, representantes das associações estaduais e a nova geração de executivos da indústria de reforma de pneus, matérias-primas e equipamentos.
“Hoje é dia de se confraternizar, de rever os amigos, pessoas que geralmente só encontramos em coquetéis de fim de ano ou em feiras do setor. Espero que 2006 seja economicamente melhor, mais equilibrado e com crescimento que dê sustentação ao setor”, disse Hersílio Coelho Moura, presidente em exercício da ABR.
Ele enfatizou que a classe tem que se manter unida, pensar positivo e nunca perder o seu otimismo. “Uma hora o Brasil vai ter que acontecer. Todos sabemos que o nosso setor depende muito de investimentos, de infra-estrutura, de estradas, de rodovias. Hoje, registramos uma perda muito grande de carcaças, nossa ma-téria-prima, em razão das péssimas condições das estradas e ruas do País”, diz Hersílio Moura.
|
| Evento tradicional |
“O coquetel de confraternização do segmento já é tradicional, assim como as presenças de deputados, senadores, autoridades dos executivos federal, estadual e municipal”, diz Paulo Fernando Moreira, presidente licenciado da ABR.
Por ser 2006 um ano eleitoral, Paulo Moreira está mais otimista. “Geralmente, todo ano eleitoral no Brasil traz uma dimensão diferente no plano institucional. Há mais investimentos, quem detém o dinheiro amplia seus horizontes, abre o cofre, promovendo mais crescimento econômico”.
Ele fez um balanço de 2005. “O segmento de Reforma de Pneus e o setor de Transportes nacional registraram retração, sustentando-se com as carcaças de outros países. Temos deficiência de suprimento de pneus novos no Brasil, além dele ser muito caro. É mais caro do que no mercado internacional, na ordem de 30% a 40%. Isso justifica a entrada de carcaças no País. Não existem pneus novos suficientes para atender o segmento de Transporte”, comenta.
O setor de Reforma de Pneus nacional se sustentou mais de 25% usando essas carcaças importadas. “Hoje, se for suspensa, como pensam alguns setores, nós iremos necessariamente andar com caminhões de apenas três rodas, pois faltariam pneus. Nós temos que continuar lutando pela importação de carcaças”.
|
| Prestigiando o evento |
Uma das personalidades no coquetel da ABR foi a do Padre Roque Zimmenann, Secretário do Trabalho, Emprego e Promoção Social do estado do Paraná. Durante seu breve discurso ele ressaltou que o setor precisa se manter unido e continuar defendendo os seus objetivos, mostrando todo o seu potencial à economia nacional.
“Há muito tempo conheço esse segmento. Na verdade, sou um velho freguês dos pneus reformados. Esse segmento é composto por empresas sérias que oferecem produtos de elevada qualidade e, sobretudo, se preocupam com a preservação do meio ambiente e a geração de empregos. Estou aqui para dar o meu total apoio”, disse Padre Roque que também fez uma carinhosa homenagem a atuação da secretária-executiva da ABR, Elaine Arigoni.
Outra personalidade de destaque foi a deputada federal do PT, Mariângela Duarte, que se revelou estudiosa das questões que envolvem o segmento de Reforma de Pneus. Entre vários projetos, aprovou o que cria a Universidade Pública da Baixada Santista, após intensa mobilização da população e, recentemente, a Lei das Hepatites (ler matéria nesta edição). Filiada ao PT desde 1986, Mariângela Duarte consolidou sua atuação política no Sindicato dos Professores do Ensino do Litoral (Apeoesp), do qual foi uma das fundadoras.
“Percebi que havia muita incompreensão sobre esse setor. É muito fácil simplesmente rotular, não estudar e nem procurar buscar informações. Como deputada federal, não poderia deixar de conhecer mais sobre esse importante segmento. Por isso, eu estudei toda cadeia logística desse setor”, comenta.
Durante o seu discurso, a deputada federal deixou no ar algumas perguntas. Qual é de fato a questão por trás disso? Quais são os ‘donos’ do mercado nesse campo? “Precisamos ter coragem e competência para abrir esse jogo. Quanto mais unidos formos, mais sucesso teremos. Nada é fácil na política mas com perseverança nós chegaremos lá”.
O coquetel da ABR também reuniu profissionais do setor. Entre os quais Edigard Piovezan, Controller da Bandag do Brasil Ltda. “Essa é uma festa muito importante tanto para os associados como para as pessoas desse meio. Estamos unidos, fortes e vamos alcançar nossos objetivos”, diz.
Antonio Carlos Barros de Oliveira, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), aproveitou o evento e enfatizou que os pneus estão intimamente ligados à segurança do usuário. “O segmento terá com certeza um desenvolvimento significativo em relação não só à segurança do usuário, mas também na sua modernização. Isso também é importante para o empresário que ganha mais sustentação no seu negócio”.
Segundo Ademir Serafim, da Associação das Empresas Reformadoras de Pneus do Estado de São Paulo (Aresp), o segmento já investe em modernização e novas tecnologias.
“O setor de Reforma de Pneus fechou as cortinas de 2005 registrando um ano difícil. Tivemos que combater muitas leis injustas e falsos argumentos (como a proibição da importação de carcaças, matéria-prima fundamental para o setor, e a proibição da reforma de pneus de motos)”, disse Ademir Serafim. Por outro lado, também registrou algumas conquistas. “Conseguimos atrair para o nosso lado, personalidades políticas, membros de setores de órgãos públicos que começaram a enxergar o setor com outros olhos.
Alcançamos grandes avanços na área administrativa e de doutrina de leis”. A perspectiva para 2006 é concretizar todas as metas pendentes entre as quais, certificar o setor também na área de carga (passeio está normatizado) e deixar todas as empresas de reforma dentro de um parâmetro homogêneo para conseguir dar sustentação a todas as nossas reivindicações”, conclui Ademir Serafim.
Por isso, nestes últimos anos, a ABR vem defendendo com afinco o setor de Reforma de Pneus no Brasil, para que ele se desenvolva como um negócio lucrativo, duradouro e contribua com as necessidades da sociedade. Só assim o segmento de Reforma ocupará o lugar que merece no cenário empresarial brasileiro.
|
| |
| <•> Voltar para índice PNEWS 52 |
| <•> Voltar para Revistas anteriores |
| |
| |
|
 |
 |
 |

|
|
|
|
|