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ARQUIVO 29
EDIÇÃO 49 - AGO 2005
ABR introduz hierarquia para tratamento de resíduos no Brasil

Considerando que a preservação ambiental é dever de todos e que os pneus por suas características e componentes são um item de lenta degradação quando estocados no meio ambiente além de poderem ser, assim como outros produtos, recipientes para insetos, a ABR propõe que se adote a nível nacional, uma hierarquia para a destinação dos resíduos sólidos.

Tal hierarquia já está estabelecida e é reconhecida pela União Européia, pelos Estados Unidos da América, pelo Canadá e pela Suíça. Acreditamos que a adoção dessa hierarquia pelo Brasil seja uma contribuição para as discussões e análises ora em curso no cenário nacional.

Enfocamos dentro desta hierarquia geral, o caso dos pneus especificamente que têm sido alvos de tantas discussões na mídia ultimamente:

 

Hierarquia para o tratamento de resíduos sólidos

A reforma de pneus é classificada como redução e reutilização de resíduos. A reforma de pneus está, portanto, nas mais altas formas de reciclagem de resíduos sólidos.

 

1. Reduzir
Carcaças com Maior Durabilidade Total

A produção de pneus de melhor qualidade, permite maior quantidade de reformas e, portanto, uma redução substancial na quantidade de pneus inservíveis a serem destruídos.

 

2. Reutilizar
Reformar Carcaças

A reforma de carcaças permite a reutilização do pneu no seu uso original e, portanto, é uma atividade que prorroga a vida útil do pneu, reduzindo o número de pneus a serem destruídos, contribuindo desta forma com o ambiente e reduzindo o volume de insumos derivados de petróleo a serem usados, gerando economia de divisas).

 

3. Reciclar
Produzir Produtos de Borracha com Pneus Inservíveis

Uma vez que o pneu não possa mais ser reformado do ponto de vista técnico, então esta opção se apresenta gerando produtos derivados de borracha tais como: solados de sapato, tapetes, pisos etc.

 

4. Recuperar
Gerar Energia com Pneus Inservíveis

Qualquer pneu inservível pode ser usado finalmente na recuperação de energia. Por exemplo: queima nos fornos de cimenteiras, coadjuvante na extração de petróleo do xisto betuminoso, preparação de asfalto, geração de energia em usinas térmicas etc.

 

 
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