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ARQUIVO |
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| EDIÇÃO 46 - NOV 2004 - ANO 19 |
| Reforma de pneus no Brasil - Cenário e ameaças ao setor |
| Material entregue a Deputados Federais e Senadores em Brasília no dia 12/05/2004 |
| A Reforma de pneus |
• É a reposição da banda de rodagem desgastada pelo uso.
• É uma prática mundial e teve sua origem como forma de evitar o desperdício.
• Emprega apenas 25% do material utilizado na produção de um novo, proporcionando a mesma durabilidade original.
• As carcaças são projetadas para suportar sobrevidas.
• A recapabilidade é um forte argumento de venda do pneu novo.
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| A Reforma no Brasil |
• Brasil é o 2° mercado mundial.
• Nível técnico de padrão internacional.
• Baixos índices de problemas.
• É uma atividade predominantemente popular, com 60 anos de tradição.
• 1.200 empresas familiares que geram serviços agregados, totalizando cerca de 5.000 micro-empresas.
• Maioria de pequeno porte.
• São prestadores de serviços.
• Baixa capacidade de investimentos.
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| A Reforma e o Transporte |
Todo profissional do transporte utiliza pneus reformados.
• O pneu é o segundo custo no transporte rodoviário.
• O reformado possui rendimento quilométrico semelhante ao novo, com custo 70% menor.
• Reforma-se em média duas vezes, gerando três vidas para cada carcaça.
• Proporciona redução de 57% no custo/km.
• Maximização do retorno sobre o investimento em pneus.
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| A Reforma e a Economia |
• Dois terços dos pneus de carga em uso são reformados.
• A reforma repõe no mercado mais de 8 milhões de pneus, enquanto a indústria de novos apenas 4 milhões.
• Economiza 57 litros de petróleo por pneu reformado.
• No Brasil, em números, representa mais de 500 milhões de litros de óleo diesel/ano.
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| A Reforma e a Ecologia |
• Posterga a destinação final da carcaça, reduzindo os impactos ambientais.
• Mais de um ano, considerando 180.000 km/ano.
• Não é uma atividade poluidora e seus resíduos sólidos são reciclados por outras atividades.
• Pó de borracha e embalagens.
• Economiza recursos naturais não renováveis.
• Petróleo e minerais (para estrutura do pneu).
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| A Reforma e o Emprego |
• Gera mais de 60.000 postos de trabalho.
• Reformadoras, vendedores, borracharias e fornecedores.
• Proporciona oportunidade a pessoas com pouca qualificação.
• A formação de profissionais é feita na própria empresa.
• Tem cobertura nas mais diversas localidades em todo o país e baixo investimento para instalação.
• De borracharias a reformadoras.
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| Os números da Reforma (2004) |
| Faturamento do setor |
• R$ 3,2 bilhões/ano*.
• Reforma de pneus, matéria-prima e equipamentos. |
| Empresas |
• 1.257 reformadoras.
• 13 fornecedores de matéria-prima*.
• 10 nacionais e três multinacionais. |
| Empregos diretos |
• Reformadoras: 21 mil
• Fabricantes matéria-prima e equipamentos: 10 mil |
| Produção do setor |
• Total de reformadoras: 1.257 empresas.
• 600 credenciadas pelos fornecedores.
• Pneus reformados (caminhões e ônibus):713 mil/ mês e 8,557 milhões/ano. |
| Distribuição por produção |

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| Ameaças à Reforma |
• Redução do número de pneus reformáveis e da competitividade do reformador:
• Proibição definitiva da importação de carcaças como matéria-prima para reforma.
• Certificação do Inmetro focada em teste destrutivo e não no processo.
• Resolução 258/99 do Conama induzindo à destruição prematura de carcaças reformáveis.
• Tributação pelo Ibama e equivalentes estaduais, que não reconhecem o caráter ecológico da atividade.
• Impactos possíveis diante da conjuntura.
• Cálculos realizados considerando a inviabilização da atividade em cotas de 10% no número de pneus reformáveis.
• Números apresentados por ano.
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| Impactos ecológicos |
Agravamento das condições ambientais:
• Lançamento prematuro no meio ambiente de mais de 850 mil carcaças.
• Volume suficiente para equipar 464 mil carretas.
Desperdício de recursos naturais esgotáveis:
• Consumo desnecessário de 48 milhões de litros de petróleo.
• Suficiente para abastecer 160 mil caminhões.
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| Impactos econômicos |
Elevação significativa do custo do transporte:
• Gasto extra de mais de R$ 540 milhões na aquisição de pneus novos.
• Valor equivalente a 3.000 caminhões novos.
Evasão de divisas:
• Desperdício de reservas financeiras empregadas de forma desnecessária.
• Consumo adicional de mais de U$ 105 milhões em importação de petróleo.
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| Impactos em empregos |
Redução do número de reformadores:
• Queda de arrecadação.
• R$ 212 milhões somente em Pis e Cofins.
Desemprego de milhares de trabalhadores;
• Fechamento de 3.000 postos de trabalho, na sua maioria de baixa renda.
Concentração de renda:
• Favorecimento de empresas de maior poderio econômico (fabricantes - na maioria estrangeiros – e revendedores de pneus).
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| A Reforma no exterior |
Importação de Carcaças:
• Na sua maioria livres, utilizadas para reforma.
• Auxiliam na regulação da oferta x demanda por pneus.
Estímulo à indústria recicladora:
• Reforma de pneus é considerada atividade “verde” e conta com incentivos para sua instalação.
Certificação:
• Europa: Recapabilidade restringiu-se a uma reforma por pneu.
• Redução do número de reformadores; e estabeleceu-se dez anos para adequação,e a compulsividade da cerftificação ficou estabelecida para 2008.
EUA:
• Certificação revogada pela Suprema Corte em função dos aspectos restritivos de seu conteúdo, mantendo a competitividade do setor como benefício ao consumidor.
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| Necessidade Urgente: |
| Regulamentação do setor de reforma |
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| Propostas de regulamentação |
• Normatização da importação de carcaças.
• Comprovação de uso como matéria-prima e condições técnicas dessa importação.
• Certificação do Inmetro.
• Adequação a realidade técnica e foco no processo.
• Revisão da destruição de carcaças
• Uso da reforma como crédito de destruição de carcaças
• Incentivo à atividade.
• Enquadramento do setor como atividade de reciclo.
• Revisão da classificação no Ibama e de alíquotas de IPI de produtos empregados na reforma. |
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| Fonte: ABR/2004 |
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