| Na Carta de Foz do Iguaçu as entidades representativas dos transportadores de cargas lamentam o descaso com que vêm sendo tratadas questões como o péssimo estado de conservaçao da malha rodoviária brasileira e os verdadeios gargalos que se transformaram os principais portos brasileiros, emperrando o processo de escoamento da produção nacional.
O documento também faz um alerta para a necessidade de se investir no sitema de transporte do País, como forma de dar o devido suporte logístico ao anunciado crescimento econômico do Brasil. Outro motivo de indignação da categoria é a demora na liberação dos recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE). Os transportadores cobram do governo federal a correta aplicação dos recursos arrecadados com essa contribuição, que pode amenizar o estágio de depreciação das estradas brasileiras.
A integração do transportador nas discussões envolvendo o comércio internacional, em especial o Mercosul, também foi pauta definida como prioridade. "O momento atual apresenta para o Brasil e para o Mercosul um desafio único da história das suas relações internacionais, qual seja, o de negociar simultaneamente três acordos internacionais", relata a carta, referindo-se também à Área de Livre Comércio das Américas (Alca), Organização Mundial do Comércio (OMC) e à Comunidade Européia.
Um dos temas mais polêmicos em debate na atualidade, mas encarado com muita seriedade pelos transportadores, é a potencial integração sul-americana via corredores para o Pacífico, proposta que representa um aumento na competitividade dos produtos brasileiros nos mercados externos, principalmente China e Rússia.
Paulo Fernando Moreira, presidente da ABR foi o moderador da mesa redonda "Escoamento da Produção", no Congresso da ABTC. A apresentação contou com grande audiência e participação dos presentes, despertando total interesse sobre o assunto. |