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ARQUIVO 29
EDIÇÃO 45 - SET 2004 - Graziela Potenza
V Congresso Nacional da ABTC
O evento serviu como alerta para a necessidade de se investir em infra-estrutura de transporte e logísitca.
Reunidos durante o V Congresso Nacional Intermodal de Cargas, realizado em agosto, os transportadores brasileiros decidiram adotar uma posição ainda mais firme e pró-ativa em relação aos problemas de infra-estrutura e logística enfrentados pelo setor e que por conseqüência, afetam toda a cadeia produtiva e econômica do País.

O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar), Luiz Anselmo Trombini, disse que os transportadores têm unido forças para debater, reivindicar e se fazer ouvir junto aos poderes constituídos e que o congresso de Foz de Iguaçu (PR) é mais uma oportunidade não somente de integração, mas também de formular e encaminhar propostas de apoio e estímulo ao setor. "O transporte de cargas brasileiro está mais do que nunca sendo reconhecido como um importante elo na cadeia produtiva", explica Trombini.

José Augusto Valente, Secretário Nacional de Política dos Transportes, que participou do evento como representante do Ministério dos Transportes, falou da responsabilidade do governo em relação a esse assunto, lembrando que 63% de toda a movimentação de carga no Brasil são feitos pela via rodoviária. O secretário afirmou ainda que a União começa a investir pesado na recuperação das estradas brasileiras. Até março de 2005, segundo Valente, a intenção é restaurar sete mil quilômetros e promover a conservação de outros 35 mil quilômetros.

 

Investir no sistema de transporte
Na Carta de Foz do Iguaçu as entidades representativas dos transportadores de cargas lamentam o descaso com que vêm sendo tratadas questões como o péssimo estado de conservaçao da malha rodoviária brasileira e os verdadeios gargalos que se transformaram os principais portos brasileiros, emperrando o processo de escoamento da produção nacional.

O documento também faz um alerta para a necessidade de se investir no sitema de transporte do País, como forma de dar o devido suporte logístico ao anunciado crescimento econômico do Brasil. Outro motivo de indignação da categoria é a demora na liberação dos recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE). Os transportadores cobram do governo federal a correta aplicação dos recursos arrecadados com essa contribuição, que pode amenizar o estágio de depreciação das estradas brasileiras.

A integração do transportador nas discussões envolvendo o comércio internacional, em especial o Mercosul, também foi pauta definida como prioridade. "O momento atual apresenta para o Brasil e para o Mercosul um desafio único da história das suas relações internacionais, qual seja, o de negociar simultaneamente três acordos internacionais", relata a carta, referindo-se também à Área de Livre Comércio das Américas (Alca), Organização Mundial do Comércio (OMC) e à Comunidade Européia.

Um dos temas mais polêmicos em debate na atualidade, mas encarado com muita seriedade pelos transportadores, é a potencial integração sul-americana via corredores para o Pacífico, proposta que representa um aumento na competitividade dos produtos brasileiros nos mercados externos, principalmente China e Rússia.

Paulo Fernando Moreira, presidente da ABR foi o moderador da mesa redonda "Escoamento da Produção", no Congresso da ABTC. A apresentação contou com grande audiência e participação dos presentes, despertando total interesse sobre o assunto.

 
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